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Re-Volt, clássico de 1999, chega ao Switch e PS5 em novembro

O RC clássico de 1999 Re-Volt chega ao Switch e PS5 em 5 de novembro com minimapa, três itens e split-screen de quatro jogadores, anunciou a H2 Interactive.

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Arte oficial de Re-Volt com carinhos controlados por rádio em disputa de corrida
A arte oficial do retorno de Re-Volt, o clássico RC de 1999 · Foto: Divulgação / H2 Interactive

O clássico arcade de corrida Re-Volt, de 1999, chega ao Nintendo Switch e ao PS5 em 5 de novembro, anunciou a H2 Interactive. A indicação oficial fala em lançamento para "PlayStation", o que sugere que uma versão PS4 também está nos planos — ainda não confirmada de forma explícita. Não há, por outro lado, nenhuma versão para Xbox anunciada, e o Switch 2 fica servido pela retrocompatibilidade. O retorno vem com melhorias de qualidade de vida: minimapa, ajuda em jogo, possibilidade de carregar até três itens por corrida e split-screen local de quatro jogadores. A H2 também abriu pré-venda de uma edição física "H2 Edition" para o Switch, com caixa limitada e dois CDs da trilha sonora. A repercussão correu as redações dos games no fim da semana passada, com destaque para Nintendo Everything, ComicBook.com e Inven Global.

"Players can choose from more than 28 RC cars and race through supermarkets, toy stores, museums and other environments where ordinary objects become challenging obstacles."

Trecho do comunicado oficial da H2 Interactive (via Games Press), em tradução livre.

Logos do Nintendo 64 e do PlayStation 1 sobre fundo preto, consoles que receberam Re-Volt em 1999
Os consoles originais de Re-Volt: N64 e PS1. (Imagem: Divulgação / ComicBook.com)

O que muda nesta versão

A nova edição não é um port seco: é um pacote de conveniências montado sobre o original. Em 1999, Re-Volt largava o jogador direto nas pistas escondidas entre móveis e armários, sem muita orientação — agora ele ganha

No volante, o jogo mantém o que sempre fez Re-Volt brilhar: os mais de 28 carrinhos controlados por rádio correndo por cenários gigantes transformados em pistas — supermercados, lojas de brinquedo, museus e até cidades-fantasma, como lembrou a cobertura.

A lógica das pistas é a mesma de 1999: ambientes do dia a dia transformados em circuitos desproporcionais, com móveis, pilhas e objetos comuns servindo de obstáculos e atalhos — é essa escala brincalhona que define o espírito do jogo.

O arsenal segue o humor caótico de sempre: foguetes, poças de óleo e baterias de turbo dividem o caminho com o desafio de conduzir um brinquedo que quica como pedrinha na água.

Também deve entrar na conta quem optar pela edição física. O lançamento da H2 Edition pega o costume do consumidor: edição limitada com caixa especial, estojo metálico, manual em inglês, três adesivos e dois CDs da trilha sonora — a fórmula que selos de nicho vêm usando para competir com o mercado totalmente digital.

Vale contextualizar a trama: a história original gira em torno da Toy-Volt, uma fabricante de brinquedos e jogos cujos produtos ganham consciência, escapam da fábrica em massa e passam a semear o caos, aproveitando a liberdade recém-descoberta. É essa premissa que define o espírito da corrida: você não pilota um carro de verdade — pilota um brinquedo que decidiu largar o controle da criança e medir forças por supermercado, museu e quintal alheio.

De Acclaim ao retorno em duas ondas

Re-Volt foi idealizado por Paul Phippen e Simon Harrison, desenvolvido pelo Acclaim Studios London e publicado pela Acclaim Entertainment em 1999 — lançado em PC, N64 e PS1, com chegada posterior ao Sega Dreamcast. A própria Acclaim pediria falência em 2004, e os direitos do jogo trocariam de mãos nos anos seguintes — o que abriu caminho para os relançamentos de nicho que vieram depois. A recepção na época foi discreta, mas o jogo construiu uma base fervorosa de fãs que o elevou a item de culto: ainda em 1999, foi finalista da GameSpot na categoria de melhores gráficos (técnica), perdendo para Quake III Arena, e concorreu ao prêmio de melhor jogo arcade da CNET Gamecenter, na companhia de Rayman 2.

A onda de retornos começou de fato em 2022, quando Re-Volt voltou no Steam por US$ 5,99. Desde então, a página do Steam acumula 1.371 reviews de usuários com 90% de aprovação — classificação "Very Positive", a segunda melhor da plataforma. Nada indica que as versões de consoles sigam o mesmo preço, mas a posicionamento da H2 sugere faixa de preço modesta

A leitura de mercado é direta: enquanto a Sony discute o fim da mídia física no PlayStation — polêmica que resultou em petição com 280 mil assinaturas, publishers independentes reocupam o terreno que os grandes deixaram. A H2 Edition é esse nicho em ação — uma edição pensada para colecionador, com itens que nenhum download substitui —, e o comunicado completo está no portal oficial de imprensa de games.

A onda de nostalgia dos consoles antigos

O retorno de Re-Volt não surge no vazio. Na semana passada, um exclusivo de PS1 de 1998 foi lançado para o PS5 e o Switch 2, e as lendas do stealth também voltam: Thief renasce da PS1 no VR2, Quest e Steam. Já um clássico do N64 chegou de surpresa ao PS5 e ao Xbox recentemente — enquanto Mafia III acaba de ganhar upgrade de 60 fps no PS5 e no Xbox Series.

O movimento não é coincidência da indústria: a camada de compradores que hoje gasta em jogos é a mesma que cresceu com cartuchos e discos dos anos 90, e publishers especializados — como a própria H2, com o selo físico H2 Edition — ocupam exatamente esse espaço que o mercado digital puro não cobre. Re-Volt, sobrevivendo a 27 anos sem remake Para a H2 Interactive, sediada em Seul e especializada em localizar jogos para o público coreano, a operação também é uma vitrine: a versão anunciada é multilíngue e a produtora trata Re-Volt como a vitrine inaugural do recém-lançado selo H2 Edition., reboot ou franquia chamativa, é o tipo de título que só uma economia de nicho é capaz de manter vivo — e a volta dele em 5 de novembro deve confirmar essa demanda.

O Santuário Geek já tem a ficha do jogo no ar: confira tudo sobre Re-Volt — e acompanhe as próximas voltas aqui no portal.

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