Ragnarok Online PLUS+ inicia beta fechado na Coreia
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Gravity iniciou em 22 de outubro o beta fechado de Ragnarok Online PLUS+ na Coreia do Sul, com teste até 29/10, auto-combate e os mundos Sol e Mani.

A Gravity iniciou nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, o teste beta fechado (CBT) doméstico de Ragnarok Online PLUS+, seu novo MMORPG multiplataforma para PC e celular. A fase é restrita à Coreia do Sul, vai até 29 de outubro e serve para a desenvolvedora examinar os conteúdos centrais e a estabilidade do serviço antes do lançamento oficial, que ainda não tem data. No PC, o cliente é baixado no site oficial do jogo; no celular, a entrada acontece pelo Google Play e pelo TestFlight, da Apple. A proposta do título é revisitar o mundo de Midgard com uma narrativa inédita, auto-combate e progressão compartilhada entre as plataformas.
Oito dias de teste e acesso sem chave
O período de testes tem oito dias corridos, de 22 a 29 de outubro, e é voltado ao público doméstico coreano. A imprensa especializada asiática descreve a fase como aberta a qualquer jogador do país: não houve distribuição de chaves nem sorteio de códigos, e o acesso começa pelo simples download do cliente no site oficial ou pela instalação do aplicativo nas lojas. É um modelo de CBT que funciona, na prática, como uma janela antecipada de testes de servidor — mais próxima de um stress test público do que de um beta fechado tradicional.
| Item | Informação oficial |
|---|---|
| Período | 22 a 29 de outubro de 2026 (oito dias) |
| Público | Jogadores na Coreia do Sul |
| PC | Cliente para download no site oficial |
| Android | Google Play |
| iOS | TestFlight (Apple) |
| Objetivo | Avaliar conteúdo central e estabilidade em PC e mobile |
| Lançamento | Sem data divulgada |
A escolha de rodar o teste em PC e celular ao mesmo tempo não é acidental. Ragnarok Online PLUS+ foi concebido desde o início como um jogo de plataforma cruzada, com a mesma conta e o mesmo personagem disponíveis nas duas telas. Para a Gravity, o CBT é a primeira oportunidade de medir, com volume real de jogadores, se essa estrutura aguenta a rotina de um MMORPG — login simultâneo, comércio entre jogadores, guildas e eventos por tempo limitado.
Sol e Mani: dois mundos nascidos do coração de Ymir
A narrativa é o principal diferencial em relação ao Ragnarok Online original. Segundo a Gravity, o enredo parte do mito de Ymir: após ter o coração atravessado por Odin, os fragmentos espalhados da criatura deram origem a dimensões. Desses fragmentos nasceram Sol, o mundo que os veteranos reconhecem, e Mani, uma dimensão sombria que guarda as memórias da ferida. O jogador transita entre os dois lados, encontrando versões alternativas de lugares conhecidos e registros que nunca apareceram na cronologia clássica.
A ideia foi apresentada ao público pela primeira vez na G-STAR 2025, então sob o nome provisório de Ragnarok Online Project 1.5. Na época, o título chamou atenção justamente pelo tom: em vez de um remake solar, a Gravity mostrou um universo paralelo escuro e hostil, com inimigos corrompidos e uma estética que mistura pixel art clássica com efeitos de falha digital.
O site oficial do jogo detalha o sistema como uma sobreposição de “fases” sobre Midgard. As duas realidades ocupam o mesmo continente, mas em estados diferentes, e o jogador atravessa essa camada dupla para materializar registros que não eram observáveis. O grande palco dessa mecânica é o Santuário de Möbius, descrito como uma zona de conflito secreta em que as duas fases se fundem de maneira incompleta e onde os registros proibidos, escondidos pelos deuses, ganham forma. É a nova área central de conteúdo do jogo, ocupando o papel que Midland cumpria no MMO de 2002.
A identidade visual acompanha o conceito: a Gravity cita ondas, glitches e equalizadores como elementos gráficos recorrentes, para reforçar a sensação de que os mundos não estão apenas separados, mas interferindo um no outro. Na prática, é a forma encontrada pela desenvolvedora de justificar novas criaturas, mapas e chefes sem descartar o vocabulário visual que consolidou a franquia.
Auto-combate, widget no PC e loja que segue aberta
O outro eixo do projeto é a conveniência. A Gravity mantém a caça, a evolução e o comércio de rua como pilares, mas retira parte do atrito que afastou jogadores do original com o passar dos anos. O auto-combate é o exemplo mais visível: o personagem ataca sozinho, usa habilidades automaticamente e coleta itens, enquanto o jogador acompanha a progressão. O sistema também recomenda e distribui pontos de atributo e de habilidade, e o deslocamento pode ser automático ou instantâneo.
No PC, a desenvolvedora preparou um widget dedicado ao modo automático. Com a janela do jogo minimizada, uma faixa na parte inferior da tela continua exibindo o andamento da caça em tempo real — recurso pensado para quem divide o computador entre o MMO e outras tarefas. É uma solução diferente da usada pela maioria dos jogos do gênero, que costumam exigir a janela aberta para manter o personagem ativo.
Outras mudanças aparecem nas engrenagens do dia a dia:
- Venda offline: o mercador usa o carrinho como base e pode manter a barraca ativa mesmo depois de desconectar. Os itens ficam pesquisáveis por uma interface dentro do jogo.
- Guildas mais acessíveis: busca e entrada em guildas do servidor ficam facilitadas, com missões que rendem contribuição e recompensas, além de dungeons para os membros.
- Guia de aventura: reúne missões, locais recomendados de caça, informações de itens, cartas, mascotes e monstros, com rotas de obtenção e pré-requisitos.
- Grupos automáticos: há formação automática de party, entrada simultânea em dungeons e movimentação instantânea entre pontos.
- Seis classes iniciais: Espadachim, Mago, Mercador, Acólito, Ladino e Arqueiro, cada uma com progressão própria.
A lista mostra onde a Gravity aposta suas fichas: menos tempo perdido em menus e deslocamentos, mais tempo em combate e progressão. É a mesma lógica que popularizou os RPGs idle no celular, aplicada a um MMORPG completo — com a diferença de que aqui o jogador continua controlando o personagem quando quer, sem depender exclusivamente da automação.
As recompensas de quem entrar agora
Durante os oito dias, a Gravity distribui recompensas dentro e fora do jogo. O login diário garante prêmios de presença; tempo acumulado de jogo e níveis alcançados liberam itens adicionais. O incentivo mais forte está no oitavo dia: quem completar a sequência de presença recebe, no lançamento oficial, uma caixa que permite escolher entre a faixa de asa de anjo e a faixa de asa de demônio, dois adereços populares no Ragnarok Online original.
Também estão previstos eventos de caça ao tesouro e de invocação de chefes, além de ações na comunidade oficial. Nessas, os participantes podem enviar capturas de tela do CBT, reportar bugs e publicar guias; os escolhidos em sorteio recebem prêmios após a estreia do jogo. A Gravity não detalhou se essas recompensas valem apenas para contas coreanas, mas todo o regulamento divulgado até agora está vinculado ao teste doméstico.
“Uma nova experiência para a série”, diz a Gravity
A empresa trata o teste como vitrine e como escuta. Em comunicado reproduzido pela imprensa asiática, o chefe da equipe de negócios de Ragnarok Online PLUS+, Lee Hui-soo, explicou a intenção do projeto e pediu retorno dos jogadores.
“Como Ragnarok Online é amado há muito tempo, projetamos este título para expandir o universo original e acrescentar elementos novos, de modo a satisfazer tanto os jogadores antigos quanto os novos. Fiel ao nome Ragnarok Online PLUS+, esperamos que vocês aguardem este jogo, que traz uma nova experiência para a série, e convidamos todos a participar do CBT e compartilhar suas opiniões.”
A fala resume a estratégia da sul-coreana para a marca: em vez de substituir o MMO de 2002, a empresa trata o IP como plataforma e distribui derivados com públicos e regiões diferentes. Ragnarok Online PLUS+ é a aposta mais ambiciosa dessa lista, porque tenta unir o público de PC, acostumado a grind e comércio, com o de celular, que espera sessões curtas e automação.
O que isso significa para o Brasil
O país é um dos mercados históricos da franquia, com servidores locais desde meados dos anos 2000 e uma comunidade que atravessou diferentes operadoras. Até agora, porém, a Gravity não anunciou beta, pré-registro ou data de lançamento de Ragnarok Online PLUS+ para o Ocidente. Todo o material divulgado nesta semana está em coreano e vinculado ao teste doméstico, e a ficha do jogo na Google Play aparece em coreano na loja brasileira.
Quem acompanha a franquia já tem, no entanto, um paralelo recente: a Gravity também movimenta Ragnarok: GO, RPG idle com pré-registro aberto no Sudeste Asiático, e mantém outros derivados em operação. A diferença é que PLUS+ não é um jogo paralelo de menor porte: é o sucessor espiritual do MMO original, com promessa de atualizações contínuas e conteúdo de longo prazo. A cobertura de games do Santuário Geek acompanha os próximos passos.
O que observar até 29 de outubro
O CBT deve render as primeiras impressões reais sobre três pontos: a estabilidade do cross-play entre PC e celular, o equilíbrio do auto-combate em um jogo que ainda quer ser desafiador e a recepção do público ao mundo de Mani. Se a Gravity cumprir o calendário, o fim do teste abre caminho para o anúncio de uma data de lançamento — provavelmente com uma nova fase de testes globais antes da estreia comercial.
Para quem quer acompanhar de perto, o site oficial concentra downloads, notas de atualização e o calendário de eventos. As regras de recompensa e o passo a passo de acesso estão detalhados na página de download do jogo.
Leia também: a pré-registro de Ragnarok: GO no Sudeste Asiático e a chegada de Astellia 2 às lojas mobile, outro MMORPG coreano em fase de aquecimento.
Com informações da Inven Global, do Gamemeca e do site oficial de Ragnarok Online PLUS+.
Fontes: site oficial de Ragnarok Online PLUS+ · Inven Global · Gamemeca · Google Play





